Creme para remover tatuagem, será possível?

Cansado da sua tatuagem? Isso não é mais problema!!! Ph.D em patologia, Alec Falkenham, aluno de doutoramento da Universidade Dalhousie nos EUA, criou um creme batizado de  BLTR (Bisphosphonate Liposomal Tattoo Removal) que, segundo pesquisas, é capaz de remover tatuagens sem efeitos colaterais e intervenções médicas e/ou estéticas.

Quando fazemos uma tatuagem, algumas micro-agulhas carregadas de tinta penetram a camada intermediária da nossa pele (derme), gerando várias feridas. O processo inflamatório causado pelas feridas, ativa o nosso sistema imunológico que através dos seus macrófagos (célula responsável pela defesa do organismo) entra em ação e fagocitam (comem) os fragmentos da tintura utilizada. Parte dos macrófagos que fagocitaram a tinta são transportados para os gânglios linfáticos e outra parte permanece na derme até serem substituídos por novos macrófagos; outros fragmentos de tinta ficam livres na derme e acabam sendo absorvido pelos fibroblastos (células responsáveis pela produção de colágeno e elastina) que permanecem na pele até a sua morte, quando são absorvidos juntamente com o fragmento de tinta, por um novo fibroblasto.

O creme criado por Falkenham possuem em sua formulação lipossomas que agem apenas na região pigmentada, acelerando o processo imunológico natural e gerando uma alta rotação de macrófagos na região tatuada, fazendo com que os macrófagos com a tintura sejam removidos e a tatuagem vá ficando cada vez mais desbotada até sumir completamente.

Esta notícia esta sendo muito  veiculada na internet recentemente . Mas ficam algumas perguntas não esclarecidas. Como  o creme consegue atuar seletivamente nos macrófagos que fagocitaram a tinta? Tem penetração suficiente para atingi-los? Realmente o resultado é eficaz? Melhor do que laser?

Caros leitores , do ponto de vista científico, pesquisei em todos os bancos de dados de publicações médicas como medline, lilacs, bireme, scielo e não encontrei um  único artigo científico se quer que nos dê respaldo sério para este possível tratamento. 

Só encontrei matérias de divulgação jornalística e não científica. 

Aguardaremos e veremos!! 

 

 

 

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